A África University do Zimbabué reiniciou o seu programa vital de investigação e controlo da malária, meses depois de um congelamento súbito de financiamento dos EUA ter forçado à suspensão das operações.

A iniciativa, conhecida como Zimbabwe Entomological Support Program in Malaria (ZENTO), é o principal centro de vigilância da malária do país e encontra-se agora apoiada por um financiamento de emergência da Junta de Ministérios Globais da Igreja Metodista Unida.

“Isto significa o regresso da esperança para milhões de pessoas no Zimbabué — 70% da população — em risco de contrair a forma mais mortal de malária, a falciparum”, declarou o diretor do programa, Sungano Mharakurwa.

O ZENTO desempenha um papel crítico no rastreio da resistência aos insecticidas, na orientação de campanhas de prevenção e na formação da próxima geração de cientistas na luta contra a doença.

De acordo com oficiais da Igreja Metodista Unida, a nova parceria de quatro anos deverá permitir que o ZENTO continue a apoiar os objetivos nacionais de eliminação da malária. Este apoio é crucial num país onde a doença continua a ser um dos maiores desafios de saúde pública, afetando desproporcionadamente as comunidades mais vulneráveis.

A interrupção do financiamento norte-americano havia colocado em risco anos de progresso no combate à doença, sublinhando a volatilidade e a dependência de fontes externas de apoio. O restabelecimento do programa demonstra a resiliência das instituições locais e a importância de parcerias internacionais diversificadas para a sustentabilidade de projetos de saúde a longo prazo.

Com esta retomada de atividades, o ZENTO pode agora voltar a focar-se na sua missão essencial: proteger vidas e trabalhar rumo a um futuro livre de malária para o Zimbabué.