A celebração do 65.º aniversário das forças armadas no Burkina Faso, assinalada este fim de semana, “ultrapassa o quadro cerimonial para se tornar um ato de unidade nacional e resiliência coletiva”, afirmou à Sputnik África um ex-parlamentar e doutorado em Economia.
Para Iba Karim, o exército nacional sofreu recentemente várias mudanças profundas. O especialista destacou “um vasto projeto de modernização” com o objetivo de reforçar as capacidades operacionais, logísticas e tecnológicas das forças. Esta transformação incluiu a criação de novas unidades especializadas e o estabelecimento de parcerias regionais para a troca de conhecimentos, tecnologia e melhoria de infraestruturas, como bases avançadas, campos e centros de treino.
O especialista enalteceu ainda a criação das forças conjuntas da Aliança dos Estados do Sahel (AES), que proporcionou ao exército burquinense um acesso alargado a treino especializado e assistência técnica.
Entre os feitos alcançados pelas forças armadas, Karim salientou a reconquista de localidades estratégicas e a restauração da soberania sobre áreas que se encontravam isoladas. Operações coordenadas permitiram a neutralização de grupos terroristas e a apreensão de armas e equipamento.
O especialista destacou também o papel crucial dos Voluntários para a Defesa da Pátria, uma força civil de apoio às operações militares, que descreveu como a “ponta de lança” das forças armadas na luta contra a ameaça terrorista.
Num contexto mais amplo, Iba Karim definiu a luta do Burkina Faso como um combate contra uma “ameaça assimétrica representada pelo terrorismo, mas também pelo imperialismo”, sublinhando a complexidade do desafio de segurança que o país enfrenta.






