Há um barulho ensurdecedor. É o som da nossa própria indiferença. Enquanto nos nossos debates, as nossas timelines e os nossos cafés, nos preocupamos com as fronteiras de outros povos, as guerras dos outros, a política dos outros… um genocídio real e silencioso está a consumir o Sudão.

Os corpos acumulam-se. As mulheres são violadas como arma de guerra. As crianças morrem de fome e sob as balas. E o mundo? O mundo muda o canal. A “comunidade internacional” aplica sanções de brincar e emite “notas de preocupação”. É um filme que já vimos antes, e sabemos bem como termina.

Onde estão os hashtags furiosos? Onde estão as marchas? Onde está a mesma energia visceral que dedicamos a conflitos distantes? Será que a vida de um sudanês vale menos no mercado global da empatia?

É mais cómodo discutir o que acontece a milhares de quilómetros de distância do que encarar o pesadelo ao lado. É mais fácil falar de “libertar Palestina” ou “apoiar Ucrânia” — causas justas, sem dúvida — do que gritar “PAREM O MASSACRE NO SUDÃO!”

Isto não é uma competição de sofrimento. É um teste de humanidade. E estamos a falhar redondamente.

A África está a ser dilacerada, e o silêncio da Diáspora e do continente é tão criminoso quanto a inação dos governos ocidentais. Estamos demasiado ocupados a lutar pelas causas dos outros para lutar pela nossa própria carne e sangue.

Acordem. O genocídio não pede autorização para entrar nas tendências. Ele simplesmente acontece, alimentado pelo nosso silêncio.

AVISO 18+ EXTREMO ⚠️

Este vídeo contém imagens chocantes e sem censura: corpos, sangue e o massacre real de africanos no Sudão.

Não é para sensíveis. Não é para crianças. É a realidade crua do genocídio que o mundo ignora.

Você vai ver o que a mídia não mostra. Você vai testemunhar o que os governos escondem. Mas essas pessoas merecem ser vistas. Suas mortes precisam ser registradas.

Acesse somente se estiver mentalmente preparado. Mas não ignore a realidade.